LOGÍSTICA VIRTUAL GANHA FORÇA COM A PANDEMIA

logística virtual
FONTE: WHOW!
Aumento das compras on-line força setor a se reestruturar para atender à demanda provocada pelo isolamento social dos consumidores

Nas últimas semanas, a logística se tornou um dos principais pontos de atenção dos comerciantes que possuem lojas virtuais. As orientações de distanciamento social impulsionaram as compras pela internet, e o desafio de realizar entregas com comodidade e eficiência se tornou ainda mais evidente. Nesse cenário, a logística virtual tem ganhado força, utilizando a tecnologia para proporcionar melhores experiências de compra para os consumidores.

O que é logística virtual 

O conceito de logística virtual está intimamente relacionado à computação em nuvem, e é resultado de uma busca constante das empresas por economia e eficiência de custos. As soluções baseadas na nuvem permitem que as empresas registrem todas as movimentações, e que as equipes  acessem, de ponta a ponta, toda a cadeia de suprimentos 

A digitalização ajuda a rastrear a disponibilidade de estoque e a obter informações e alertas atualizados. Todo o trabalho de monitoramento de remessas, análise de dados e comunicação é feito on-line, praticamente em tempo real. 

Coronavírus está impulsionando e transformando o setor

Apesar de cada vez mais empresas de logística buscarem a digitalização, o setor ainda é considerado extremamente tradicional e engessado. A pandemia do novo coronavírus, no entanto, está forçando as empresas a rever seus processos de entregas para suprir o aumento da demanda com comodidade e segurança.

De acordo com o Compre&Confie, o faturamento do e-commerce brasileiro em abril cresceu 81%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 24,5 milhões de compras on-line, quase o dobro do registrado em abril de 2019.

Algumas empresas já esticaram seus prazos de entrega, mas apesar de importante, a rapidez na prestação do serviço não é tudo.

“Os clientes estão cada vez mais exigentes e interessados em conveniência, visibilidade em tempo real, confiabilidade e interatividade. É preciso garantir que tecnologia e operação andem no mesmo passo para entregar esta experiência aos clientes.”

Fernando Sartori, CEO da Uello

A transportadora digital está mantendo suas duas modalidades de entrega expressa durante a quarentena: uma feita no mesmo dia, e outra, no dia seguinte. Para conseguir atender a demanda crescente, a empresa está contratando novos colaboradores e aperfeiçoando sua tecnologia. “Temos criado novas funcionalidades na plataforma, focadas em viabilizar operações que antes não eram realizadas por nossos clientes, principalmente para aqueles que estão migrando do varejo físico para o on-line, e que precisam de facilidade para solicitação de serviços e conveniência na retirada”, diz Fernando.

Segundo ele, a inovação logística é essencial para a manutenção de clientes e redução das perdas provocadas pela pandemia. O CEO destaca três dicas para quem trabalha com logística digital:

Preocupe-se com as pessoas

A regra de ouro – não só neste momento – é preservar a saúde de colaboradores e clientes. Com a pandemia, a empresa reforçou seus protocolos de higiene já existentes e migrou praticamente todos os seus compromissos presenciais para os meios digitais. As retiradas de pedidos em armazéns parceiros são feitas com poucos entregadores por vez, e o contato entre entregadores e destinatários foi reduzido. “Lançamos um novo formato de finalização e de confirmação de entrega, em que o cliente recebe um link para assinatura em seu próprio celular, evitando a necessidade de utilizar o aparelho do entregador”, explica Fernando.

Gerencie riscos e fornecedores

Para se adaptar à situação atual, é necessário prever problemas e se planejar para antecipar riscos operacionais. Por isso, é importante conversar com fornecedores e traçar planos alternativos para casos de emergência.

Comunique-se com seu cliente

Mesmo com muito planejamento, imprevistos podem acontecer, e é essencial que o cliente se mantenha informado. Fernando diz que a pandemia criou um contexto de “conveniência forçada”, que obrigou os negócios de logística a se adaptarem para entregar esta experiência rapidamente. “Percebemos que muitas negociações neste período passaram a ser conduzidas não apenas por gestores de logística e operações, mas também pelas áreas de Marketing, Vendas e Produto, que buscaram inovações e diferenciações de experiência para aumentarem suas vendas”, diz.

Para ele, a necessidade de se transformar rapidamente e se adaptar a este “novo normal” – on-line e cheio de expectativas diferentes – é a principal lição que as empresas do setor de logística vão tirar da pandemia.

“No Brasil, o on-line representa modestos 6-7% do varejo total, número entre duas e três vezes menor que Estados Unidos e Europa. Estamos vivendo uma antecipação do nosso futuro logístico e das complexidades que com ele virão. Será essencial otimizar e aproveitar melhor os recursos disponíveis para conseguirmos enfrentar o que vem por aí.”

Fernando Sartori, CEO da Uello

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