O MERCADO DA MODA: O GIGANTE DO E-COMMERCE

 

O mercado da moda é um dos maiores do mundo, gerando US$ 525 bilhões de faturamento anual, segundo os dados apresentados pela consultoria italiana Finaria.it. Além disso, o Brasil ocupa a nona posição entre os dez maiores mercados globais.

Há pouco tempo, a ideia de comprar roupas sem ver, tocar ou experimentar podia ser improvável e pouco apelativa para os consumidores, mas conforme a tecnologia foi se adequando ao dia-a-dia das pessoas e com as restrições e lockdowns da pandemia, o e-commerce de moda se tornou um dos maiores mercados digitais do mundo. 

O processo para chegar à internet iniciou aos poucos, com plataformas como a italiana Yoox, a global Farfetch e a londrina Net-a-Porter, que ofereciam, em sua maioria, peças de luxo com desconto (usualmente de coleções antigas). Aqui no Brasil, os calçados foram o carro chefe de uma das pioneiras, a Dafiti. Atualmente, são milhares de lojas digitais do setor; em território nacional, somam mais de 1,5 milhões de varejistas, segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

Fonte: Statista

Somente no primeiro trimestre de 2021, o setor de vestuário, no Brasil, obteve faturamento de R$ 134 milhões no comércio eletrônico, de acordo com a Nuvemshop, atingindo 1,57 bilhão de acessos entre Março de 2020 e Março de 2021, segundo relatório da Conversion publicado no primeiro semestre de 2021.

A Melhor Envio também fez levantamentos do mercado, apresentando que o setor de moda foi o maior em números de produtos vendidos, totalizando 1,8 milhão de itens vendidos entre os meses de janeiro e novembro de 2020, quase o dobro da segunda categoria – jóias e relógios. A pesquisa levou em conta as mais de 9 milhões de transações feitas na plataforma.

Destaques do mercado e novos hábitos de consumo:

Segundo a pesquisa da Statista feita em 2021, a Lojas Renner está em primeiro lugar entre as maiores lojas de vestuário do Brasil, apresentando R$9 bilhões em vendas. A C&A fica em segundo lugar, com R$5 bilhões, seguida por Alpargatas com R$3 bilhões, enquanto Lojas Marisa e Beira Rio, ficaram em quarto lugar, empatadas com R$2 bilhões cada uma.

Já no Prêmio iBest 2021, a Dafiti foi uma das escolhidas pelos consumidores para fazer parte do ranking dos melhores marketplaces do ano. Outros players da moda, como a Amaro entrou na lista da categoria “Experiência de Compra” com seu Guide Shopping, enquanto a C&A e Renner foram um dos destaques na categoria “Inovação em E-commerce”.

Fonte: “Relatório E-commerce no Brasil (Abril/2021)” – Conversion

 

Embora mais consumidores tenham aderido ao e-commerce, segundo o estudo da Statista, 79% dos consumidores brasileiros ainda preferem comprar pelas lojas físicas, em comparação aos 17% dos entrevistados que revelaram preferência pela internet e 3% através da venda direta. Vale lembrar que este número não significa a falta de relevância do e-commerce para o setor, já que, de acordo com artigo da Valor Investe, o segmento da moda é maior em faturamento mundial no e-commerce B2C, gerando US$ 525 bilhões em vendas anualmente.

Fonte: Statista

 

Tendências para 2022:

1) Moda Sustentável

A indústria da moda é a segunda maior poluente do mundo, atrás apenas da indústria petroquímica, sendo responsável por 20% da produção de esgoto mundial e 10% do carbono emitido na atmosfera, segundo artigo da Valor Investe. O consumidor está cada vez mais atento a esses dados e cada vez mais consciente na hora de comprar, aumentando a preferência por brechós e marcas sustentáveis.

Ainda de acordo com o artigo, o fast fashion faturou US$ 21 bilhões globalmente em 2008, em comparação ao mercado de segunda-mão, que faturou US$ 9 bilhões. Conforme maior conscientização por parte dos consumidores, a diferença de faturamento entre os segmentos foi diminuindo: em 2020, o fast fashion faturou US$ 35 bilhões, enquanto o mercado de segunda-mão cresceu 2,6 vezes, alcançando US$ 24 bilhões. A expectativa é que em 2028, a categoria de segunda-mão supere a de fast fashion, faturando US$ 64 bilhões, valor 1,45% superior ao segundo.

Durante a pandemia, os consumidores se tornaram ainda mais exigentes em como gastar seu dinheiro, não somente levando em conta a questão ambiental, mas também preços mais  acessíveis, pensamento esse que aparenta continuar nos próximos anos. Além disso, a digitalização do comércio também se expandiu para a categoria de segunda-mão, apresentando curadoria de peças qualificada e experiência equivalente aos players da categoria de novos. Aqui no Brasil, a plataforma Enjoei e Repassa são dois dos maiores exemplos de brechós online nacionais. 

 

2) Varejo digital e marketplaces

Outro fator que contribuiu para a aderência ao digital foi a quantidade de usuários nas redes sociais. A Valor Investe aponta que o Brasil é o terceiro maior país em número de usuários, que passam, em média, 3 horas e 38 minutos diariamente nas redes – sendo que 41% dos brasileiros revelaram já ter realizado alguma compra influenciado por criadores de conteúdo digitais, fato que levou o país a se tornar a nação mais impactada e influenciada por digital influencers, ficando até a frente da China, com 38% dos entrevistados.

Em decorrência, as empresas e varejistas vêm investindo no comércio eletrônico. Segundo as previsões do estudo “Comunicação e acompanhamento fazem a diferença na experiência de compra do cliente”, 65% das empresas mudarão para o comércio eletrônico até o final de 2021. 

Para os micros e pequenos empresários que querem investir no e-commerce, mas ainda não possuem capital para realizar os processos, há os marketplaces, que abrem espaços para lojistas de todos os tamanhos disponibilizarem seus produtos e usufruir dos serviços de pagamento e logística dessas grandes redes de lojas online. 

Em 2020, os marketplaces cresceram aproximadamente 81%, enquanto outras empresas do e-commerce, cresceram 40%, segundo a Retail Touchpoint. Além disso, esses sites representam 78% do faturamento online no Brasil.

 

Desafios do e-commerce:

Embora o comércio eletrônico venha ganhando consumidores diariamente e o segmento de moda tenha se adaptado ao ambiente digital, é na área da logística que surgem os gargalos e a insatisfação dos clientes.

Quando se trata do segmento de vestuário e calçados, a experiência física acaba se sobressaindo devido a facilidade de experimentar, trocar e devolver, o que no e-commerce acaba sendo uma dor de cabeça, tanto para os consumidores, quanto para os lojistas que ainda não realizam, ou realizam de maneira ineficiente, a logística reversa.

Essa modalidade se torna ainda mais essencial e qualificada quando feita com um parceiro logístico terceirizado. Neste caso, a empresa invés de incomodar o consumidor para levar o produto a uma agência dos Correios e enfrentar todas as burocracias, usufrui de uma operação que consiste em recolher a mercadoria a ser trocada ou devolvida na própria casa do cliente, passar para empresa em questão – e, em caso de troca, devolver o produto correto. 

Outra modalidade que valoriza a experiência do consumidor é a operação ominichannel, que consiste, de forma simplificada, na compra em qualquer plataforma digital disponível e retirada na loja física, ou ainda comprar presencialmente, mas receber em casa.

Pensando nisso, a Uello, startup de logística e uma das Top 10 Autotechs, de acordo com o ranking da 100 Open Startups de 2021, oferece o serviço de reversa e ominichannel que melhor se adequa a operação de médios e grandes players do e-commerce. Especializada em last mile, possui o objetivo de oferecer a melhor experiência aos clientes finais, através de operações de ship from store e same day, além de tracking em tempo real e serviço de mensageria por SMS e WhatsApp.

 

TALVEZ POSSA TE INTERESSAR:

SE INSCREVA EM NOSSA NEWSLETTER