POR QUE AS LOGTECHS SÃO O FUTURO DA LOGÍSTICA?

hubs de logística
Fonte: Uello
Impulsionada pelo crescimento do e-commerce no ano passado, as logtechs vieram como a principal tendência do cenário logístico nacional.

Segundo os dados do índice MCC-ENET, desenvolvidos pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira, no mês de dezembro de 2020, o Brasil registrou no e-commerce crescimento de 55,74% em comparação ao ano anterior. Em contrapartida, a logística brasileira não acompanha esse crescimento econômico e há muito tempo possui mais problemas do que soluções, por exemplo, atrasos, extravios e grande número de reclamações por parte dos clientes. No cenário atual em que cada vez mais outros países vão investindo em logística e inovando seus processos, as logtechs vieram para suprir as necessidades do comércio, já que diferente de uma transportadora tradicional, elas não apenas entregam um produto, mas utilizam a tecnologia para a melhor gestão logística, não apenas agilizando os processos de entrega, mas também atuando como facilitadoras, visando a experiência dos compradores, velocidade nas entregas e customizando soluções para um mercado diverso.

Crescimento das logtechs

Atualmente, de acordo com o estudo Distrito Logtech Report 2020, realizado pela Distrito, empresa de inovação que atua junto a startups, o sudeste e o sul do Brasil sediam aproximadamente 90% das logtechs, tendo São Paulo como o principal estado-sede dessas startups. Mais de 50% delas foram fundadas entre 2015 e 2020, com uma média de 40 funcionários por empresa. No ano de 2018, os aportes em startups de logística representaram quase 50% dos investimentos na América Latina, número que continua a crescer, já que nos primeiros meses de 2020, o mercado atraiu US $187,6 milhões em aportes. Uma das logtechs de destaque, segundo a 100 Startups to Watch 2021, é a Uello, que recentemente anunciou a rodada de investimentos Series A, avaliado em R$ 17 milhões. A startup de logística atua no estado no São Paulo e  oferece soluções tecnológicas para otimização da logística e last mile a clientes enterprise.

Por que as logtechs?

Com a popularidade das compras online no último ano, o consumidor se tornou mais exigente, modalidades de entregas cada vez mais expressas, como o same day, vem sendo adotado por grandes players do comércio eletrônico, como a Magazine Luiza e a Amazon. A grande disputa do e-commerce é quem consegue entregar o produto mais rápido e com o menor preço. A chave é apostar em uma logística qualificada.

Ainda segundo o estudo da Distrito do ano anterior, observa-se a tendência de grandes players, por exemplo, B2W e Via Varejo, em aquisições de logtechs, pois com o acirramento da concorrência do mercado varejista, aquisições e parcerias com esses operadores logísticos são vistas como estratégia para inovação, crescimento e oferecimento de serviços mais baratos através do conhecimento tecnológico dessas startups. Um exemplo conhecido de uma startup de logística, é o iFood, atualmente, o principal player do segmento de food service. De acordo com Daniel Hoe, diretor de marketing da Salesforce para América Latina, “A satisfação e o engajamento do cliente são as principais medidas para o sucesso da estratégia geral de marketing de uma empresa. E foi nisso que o iFood investiu”.

Em contrapartida, o crescimento do e-commerce gerou um aumento no número de reclamações. De acordo com os dados levantados pelo Procon-SP, o número cresceu 285% em 2020 em relação a 2019. Atrasos, produto não entregue e cobrança indevida foram as principais queixas dos consumidores. Em entrevista ao 6 minutos, Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP, disse que “o comércio estava preparado para vender, mas não para entregar”.

Essa nova visão das empresas de utilizar o conhecimento e a tecnologia das logtechs para alavancar as vendas, por exemplo, o foco na experiência do consumidor, é o que está fazendo-as apostar em parcerias com essas startups. As transportadoras tradicionais restringem seu processo logístico a entregar produtos de um ponto a outro, oferecendo prazos muitas vezes extensos e fretes caros, enquanto as startups da área oferecem maior variedade de serviços, integrando os processos. Assim, é a logtech a responsável pelo recebimento da mercadoria, armazenamento, controle, separação, manuseio, embalagem e o transporte final até a casa do consumidor, portanto, valorizando a experiência do cliente e possuindo soluções que melhor se adequam aos diversos mercados, oferecendo modalidades mais rápidas e com melhor custo-benefício.

Utilizando estratégias tecnológicas como mapeamento dos produtos e dos veículos, é possível que o cliente final acompanhe em tempo real o status de sua mercadoria, além de maior controle. Outras funções, envolvendo o customer experience é o contato com o comprador através de e-mail, SMS ou Whats App, não só apenas para que ele acompanhe a compra, mas também para poder marcar o melhor dia e horário de entrega, assim, evitando reclamações e inconvenientes. A logística omnichannel, por exemplo, permite que o consumidor compre online e retire na própria loja, portanto, criando toda uma experiência customizada. Além disso, permite preços de frete mais em conta ou até frete grátis, dando variedade ao cliente final. Em matéria da Exame, o Grupo Unico. Co, das marcas Imaginarium, Puket, Mind e Love Brands, obteve crescimento de 195% no e-commerce em 2020. Para isso, eles investiram no omnichannel, “Em 2019 entendemos que não era possível trabalhar separadamente o online e offline. Assim, fizemos a mudança em um bom momento, e quando a pandemia chegou estávamos prontos com a integração de canais”, diz Wellington Santos, presidente do grupo.

 

O mercado do e-commerce só tende a crescer no Brasil. Com consumidor ficando cada vez mais exigente, opções de compra com fretes mais baratos ou gratuitos, e entregas mais rápidas são essenciais para a finalização da compra. Para isso, investir em uma logística tecnológica e integrada é a solução. Um parceiro especializado na área como as logtechs, possui serviços personalizados para cada tipo de cliente, resolvendo os problemas que normalmente desagradam o cliente final. 

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